Sobre errar

 

Aprendemos desde a infância sobre as incoerências do mundo e as dores de nossas más escolhas. Cada uma mais dolorosa ou marcante que a outra, às vezes com impactos em áreas nada relacionadas. Daí o esforço de se planejar, antecipar, mas mesmo assim... após anos de estudo, de prática, de incontáveis cenários, composições e possibilidades diferentes, quem deixou de errar?

Por que estudamos então? Por que passamos horas em salas de aulas, livros, congressos, palestras e afins? Para agregar conhecimento e experiência, certo? Mas tudo isso garante acertos? Se um indivíduo ler e aplicar tudo que se diz sobre como ficar rico, isso não garante a sua fortuna...

A dedicação e todo o conhecimento vêm para nos aproximarmos da perfeição. Essa que talvez nunca alcancemos, porém sempre será expectativa sobre nossas próprias ações. Daí a necessidade por melhoria contínua, por aprender a transitar entre as zonas de aprendizado e desempenho, como sugere Eduardo Briceno em sua brilhante TED Talk “How to get better at the things you care about”. É só evoluindo que poderemos continuar minimizando erros.

Porém são tantas as áreas importantes em nossas vidas e todas tão complexas! Como poderíamos exigir de nós mesmos o quanto exigimos? É injusto para dizer o mínimo. Todavia, é o que é, mais uma das incoerências da vida. E enquanto nos perdemos e tentamos nos encontrar, mil escolhas continuam passando por nós, e nós, fazendo o melhor que podemos com a informação que possuímos.

E eis o ponto do vigário: olhemos para as consequências possíveis. Olhemos para o risco que estamos correndo ao tomar uma decisão e o quanto de conhecimento temos sobre o tema abordado. Um pouco de informação pode ser suficiente para pender uma escolha de um lado para outro, por vezes evitando grandes consequências negativas.

No que se refere à vida financeira, temos um microuniverso composto por todo tipo de escolhas, sendo que grande parte dessas possui consequências significativas. Sendo assim, vale a pena priorizá-la? E se não há aptidão ou interesse? Neste sentido, pedir ajuda não só aparece como uma forma de minimizar a chance do erro, mas também de aprender com o pensamento e estratégia do planejador. Assim, testam-se as teorias, exercitam-se as percepções e evitam-se os erros que um dia para nós eram claramente as melhores saídas.

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