Como encontrar o equilíbrio financeiro?

Série: Finanças pessoais em contos

O homem e seus excessos

Um homem atormentado pela inconstância da vida foi procurar um monge, conhecido por ajudar outras pessoas em tempos de dificuldade.

- Monge me ajude! Ora me sobra o que comer, ora passo fome

- Quanto comeste hoje na refeição, meu caro? - perguntou em resposta o monge

- Hoje passei fome.

- E na semana passada? - Indagou novamente

- Comi muito! Acabara de sair de uma fase difícil e estava com muita fome.

O monge então se agaixou, pegou uma planta ali de um jardim próximo, fez-lhe um vaso e entregou ao confuso homem, dizendo: “esta planta será você. Alimente a ela como alimenta a si”. Já avisado que o monge falava em enigmas, seguiu o homem de volta para casa para trabalhar. No caminho, encontrou uma bondosa senhora, que deu-lhe um pedaço de pão para que matasse a fome. E assim ele deu à sua planta igual quantidade de água.

Foi então que conseguiu um bom trabalho, ganhou um bom dinheiro e com isso comprou muita comida. Comeu pratos e pratos e assim como ele, sua planta recebeu pratos e pratos de água. Ao acordar, percebeu o falecimento de sua parceira e, não querendo falhar em sua missão, foi ao mesmo jardim e pegou outra planta para cuidar.

Foi quando o frio chegou impedindo que trabalhasse e conseguisse se alimentar novamente. Sem comida, a planta morreu novamente. Bravo, foi ter com o monge, reclamando logo que o avistou:

- Monge, esse exercício que o senhor me deu é impossível! As plantas e os humanos são muito diferentes! Somente nesta semana já morreram duas plantas. Uma por fartura e uma por falta.

Foi quando o monge respondeu:

- Quem se atém às diferenças, perde a visão sobre as semelhanças. A planta, como você, é dotada de alma, de vida, de exuberância e amor. Se há entre ambos uma diferença, é a sensibilidade. E se é o equilíbrio que procura, de quem melhor para aprender, senão quem demonstra domínio sobre ele?

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