Na busca por ajuda, recebemos julgamentos

É incrível o quanto somos julgados todos os dias. Como se nossos problemas fossem fáceis para os outros, como se não estivéssemos nos esforçando o bastante para ter o que queremos... Quando precisamos desabafar, afinal nenhuma saída parece boa o bastante ou as que tomamos não nos levaram aonde desejávamos, quão típico é ver os outros banalizando tudo com uma simples resposta ou solução. Como se nossos problemas fossem simples. 

Por momentos como esse, cheguei a pensar que faltava empatia no mundo, que poderia ser demais se colocarem no lugar do outro e irem além do óbvio ou da ainda simplista conduta de ignorarem enquanto compartilhamos o que acontece conosco. Observar outros em postura arrogante de quem escuta porque “só queremos falar”, mas sem ouvir verdadeiramente, sem respeitar a nossa inteligência e capacidade de lidar com problemas. 

Não, não é só preencher uma planilha. Como não é só ouvir ou simplesmente fazer. Às vezes, precisamos de mais... Não sempre, é claro! Em nossa humanidade existem os momentos de desabafos irracionais e vômito ideológico - faz parte. Ninguém percorre a vida isento de complexidades a serem vencidas, inclusive, quão mais preparados nos tornamos, maior a tendência de desafios ainda piores nos assolarem. 

Considerando isso tudo, qual a melhor postura que podemos adotar? Como podemos abraçar não apenas a nossa humanidade como a do outro? Como podemos fazer, na prática, para o amor e a compaixão liderarem sugestões que efetivamente fazem mais bem do que mal? Mais importante do que isso, podemos fazer isso com nós mesmos, com a nossa voz interior? 

Navegar por essas retóricas me conduziu a uma saída, que vem se provando válida: pautar-se no respeito. Pelas limitações nossas e dos outros, pela nossa inconstância, fragilidade e vulnerabilidade à fatores externos. Todos nós fazemos o nosso melhor, ninguém joga para perder, para chegar no pior resultado - fazemos o nosso melhor, com o que possuímos de experiência e conhecimento. Às vezes fazemos tudo certo e dá errado, às vezes o contrário ocorre! Mas uma coisa é indiscutível: quanto mais nos dedicamos a melhorar, maior nossa chance de sucesso e quanto mais amorosos somos conosco e com os outros, mais energia para erguer a cabeça, contar até 5 e ir fazer o que sentimos que precisamos fazer. 

 

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