Impactos da preguiça na gestão financeira

Não é preciso se considerar preguiçoso para falhar com prazos e ser impactado negativamente nas nossas finanças pessoais. A preguiça é um mecanismo humano, que luta pela conservação de energia e situação de maior conforto, invariavelmente oposta à ação necessária para obtermos real e efetivo controle e gestão do nosso dinheiro e patrimônio.

Não se trata de perder a data de um boleto ou de um cartão de crédito, ainda que tais falhas possam representar impactos significativos, mas de dificultar a principal forma de gerir o nosso dinheiro: o fluxo de caixa. É provável que somando todos os juros advindos de atrasos seja perdido dinheiro suficiente para um trauma, contudo, o dinheiro perdido pela falta de visibilidade e planejamento é assustadoramente maior.

É mais acessível para nós a ideia de que estamos perdendo dinheiro mensalmente por pequenos atos preguiçosos como um atraso, afinal são coisas do dia-a-dia e que nós mesmos percebemos e brigamos conosco. Percebemos a nossa falha e pagamos por ela (se não for possível apenas negociar reemissões e ajustes de valor), e desse sentimento ruim, mudamos corretivamente a nossa forma de agir.

Todavia, quando a preguiça ataca por vias indiretas, nos obrigando a pegar um Uber ao invés de irmos a pé ou de ônibus, a comprar algo sem fazer cotações, esquecer de colocar o dinheiro nas corretoras ou até nos investimentos em si... A viver sem planejamento de compra, de investimentos, de fluxo de caixa... Aí os efeitos negativos tomam proporções verdadeiramente preocupantes.

A economia que se tem ao planejar qualquer tipo de aquisição de grande porte, ao se verificar mês a mês quanto pode ser gasto, ao se juntar desde cedo para uma aposentadoria. Esse tipo de economia, ou perda, justifica a existência de profissionais que colaborem com a eficiência financeira familiar, afinal é possível pagá-los e ainda ganhar muito com a diferença.

Finanças estão conectadas a todos os aspectos da nossa vida: às nossas emoções, à razão, aos diversos tipos de relacionamentos e a nossa forma singular de ser e agir. Nossas decisões e condutas em cada faceta de nossas vidas nos aproxima ou afasta do que almejamos. Agora, parando para pensar nisso, vale a pena prestar mais atenção? Vale encontrar na economia comportamental ou em especialistas formas evitar a preguiça?

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