Desculpas que damos a nós mesmos

Roberta e um de seus primeiros amores

Pedro tinha 17 anos, uma vontade inexplorada de viver aventuras para se descobrir como ser humano e um porte físico cobiçado pelas garotas da escola, que investigavam seus interesses. Seria ele que contrastaria do típico jovem ludibriado pela beleza e motivado por seus desejos sexuais? Sim, o era, e mesmo com todos esses atributos, ainda não exibia arrogância ou tratava os outros mal. Não à toa a jovem Roberta se encantara. Ela, que ora se perguntava quando seria a próxima vez que iria sentir as aflições, arrepios e envolvimentos de uma nova paixão, foi pega desprevenida.

A menina simples de poucas vivências e muitos aprendizados, tinha a mesma idade de Pedro. O percebera em despretensiosos jogos de futebol da escola e rapidamente somou ao grupo que criava estratégias de conquistas e planos mirabolantes para viver uma paixão. Tinham tudo em comum, como havia o garoto e todas as outras apaixonadas, todavia, no coração de Roberta e seu histórico de poucos romances, era diferente. Após extensa pesquisa ela decidiu por tomar iniciativa - lutaria pelo que desejava. Iria iniciar uma conversa.

Diante dele com o discurso pronto, repensou. Era uma estratégia de muito risco! Passou a considerar algo mais natural, como um trombo súbito no corredor, ou uma detenção simultânea. Passou horas arquitetando o plano perfeito. Iria derrubar sua agenda perto de Pedro, para que ele a ajudasse a pegar, ou, sem reparar ficasse com o item, sendo forçado a devolvê-lo. Preparou tudo, o dia e o período perfeito.

Chegado o grande momento, notou que haviam muitas pessoas no corredor, Pedro andava com seu amigo André, que poderia ficar com o item por engano, ou alguma das meninas no canto do corredor poderiam notar sua estratégia a se meter em seus planos. Então, concluiu que aquele não seria o melhor momento e voltou a pensar em outras alternativas - dali certamente pensaria em algo infalível.

Em suas tardes, Roberta deixava de estar tão presente em suas atividades, sua mente estava alheia em seus mirabolantes planos. Tinha extrema disciplina e fielmente se utilizava das informações providas pelas redes sociais, sua maior aliada. Quando pronto, foi colocar seu plano em ação, mas novamente, em face ao momento decisivo convenceu-se do contrário. Frustada, começou a desenhar e imaginar um futuro no qual era feliz sozinha. Fez isso e postou nas redes sociais.

Pedro, que não tinha nada de bobo viu com o post a menina sair de sua mão, e o logo o que era charme, transformou-se em curiosidade, desejo e ação. Fez seus planos, como ela faria, mas chegado o momento, frente a tudo que o faria desistir, seguiu em frente. Puxou uma conversa, que virou um almoço, que virou um filme, que virou outro ensinamento para a adolescente: sou eu que sei o que minha mente aceita por argumento e o que não aceita, então quando chegar a hora, e eu pensar em desistir... mesmo com os melhores motivos, preciso ser corajosa e seguir com o que tinha planejado.

Fonte: 

Curtiu? Coloque aqui o seu E-Mail e receba os próximos artigos!