Apesar de ser um teto, 8% de juros do cheque especial ainda é alto

Planejado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em novembro do ano passado, o teto de 8% para cobrança de juros em cima do cheque especial começou a valer nessa última segunda-feira (06/01/2020), de acordo com resolução do Banco Central (BC).

E mesmo assim, especialistas do mercado financeiro ainda consideram a porcentagem meio absurda. Em entrevista ao portal MetrópolesRoberto Piscitelli, professor de finanças públicas da UnB, explica que a taxa é prejudicial ao contratante do cheque especial. "Mesmo com a limitação do teto a 8%, os bancos ainda cobram uma taxa que é absolutamente irreal, abusiva. Em condições normais seria inadmissível cobrar juros nessa altura”. E, além deste teto estabelecido na resolução, os bancos estão autorizados a cobrar uma tarifa de até 0,25% sobre o limite do cheque especial acima de R$ 500, seja ele utilizado ou não.

Ainda, segundo declaração do próprio Banco Central, o cheque especial é basicamente utilizado para prejudicar o próprio contratante, que acaba não tendo conhecimento da própria vida financeira e ignorando que o mesmo só deve ser contratado em casos de emergência extrema.



CONFIRA ALTERNATIVAS AO CHEQUE ESPECIAL EM CASO DE EMERGÊNCIAS

 

Fonte: Metrópoles

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